Remédios que curam: Remédios que matam

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A Indústria Farmacêutica evidentemente colhe expressivos sucessos com seus remédios, mas colhe também grandes fracassos, que muitas vezes são responsáveis por centenas de milhares de mortes anualmente em todo o mundo e, muitos milhões de vítimas com sérios efeitos adversos. Fracassos fazem parte de qualquer atividade humana, integralmente aceitáveis quando o objetivo maior é o bem do indivíduo e por extensão o da Humanidade.

Fracassos na Indústria Farmacêutica são aceitáveis, quando uma droga é liberada após estudos exaustivos e, mesmo assim, passado alguns anos, constata-se sérios efeitos colaterais inicialmente ocultos, sendo  necessária então sua retirada do mercado.

Mas, é completamente diferente quando a Indústria Farmacêutica omite das agências de controle de medicamentos dados de sérios efeitos colaterais colhidos durante a fase de pesquisa, incluindo mortes, como o caso do medicamento Vioxx ou, quando manipula dados e, sem querer fazer trocadilho, quando doura a pílula, ao elevar os índices de melhora ou de resultados positivos, para acelerar a liberação do medicamento pelas agências de vigilância de medicamentos como o FDA dos Estados Unidos.

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Título

Remédios que curam: Remédios que matam

Autor

Artur Lemos

Edição

1ª Edição

Resumo

A Indústria Farmacêutica evidentemente colhe expressivos sucessos com seus remédios, mas colhe também grandes fracassos, que muitas vezes são responsáveis por centenas de milhares de mortes anualmente em todo o mundo e, muitos milhões de vítimas com sérios efeitos adversos. Fracassos fazem parte de qualquer atividade humana, integralmente aceitáveis quando o objetivo maior é o bem do indivíduo e por extensão o da Humanidade. Fracassos na Indústria Farmacêutica são aceitáveis, quando uma droga é liberada após estudos exaustivos e, mesmo assim, passado alguns anos, constata-se sérios efeitos colaterais inicialmente ocultos, sendo  necessária então sua retirada do mercado. Mas, é completamente diferente quando a Indústria Farmacêutica omite das agências de controle de medicamentos dados de sérios efeitos colaterais colhidos durante a fase de pesquisa, incluindo mortes, como o caso do medicamento Vioxx ou, quando manipula dados e, sem querer fazer trocadilho, quando doura a pílula, ao elevar os índices de melhora ou de resultados positivos, para acelerar a liberação do medicamento pelas agências de vigilância de medicamentos como o FDA dos Estados Unidos.

Numa velocidade alarmante, inúmeras drogas têm sido retiradas do mercado após liberação. Recalls infelizmente não ocorrem somente com os automóveis. Como uma droga liberada após exaustivos testes laboratoriais e em animais, após grandes ensaios clínicos que envolvem milhares de pessoas pode às vezes, poucos meses depois da liberação para venda, ser recolhida? Obviamente há alteração ou omissão dos dados colhidos nos vários testes e ensaios. E esta tem sido a argumentação da justiça dos Estados Unidos para condenar e multar várias empresas farmacêuticas em cifras que se somadas chegam a bilhões de dólares.

Existem acusações de toda sorte, como o forte lobby no Congresso Americano e no FDA. Há relatos de uma intimidade além da profissional com médicos formadores de opinião para falarem bem de seus produtos, incluindo aqui normatização de condutas elaboradas, não em um meio acadêmico, científico, mas entre as paredes dos escritórios das empresas farmacêuticas. Algumas Sociedades de Especialistas aceitam conclusões como a do ensaio clínico JUPITER, patrocinado e desenhado pela AstraZeneca, fabricante do Lipitor ( redutor de colesterol), que afirmava que todos os indivíduos deveriam usar Lipitor para reduzirem o risco de infarto do miocárdio.Uma inverdade.

Outra forma de vender remédio é modificar sempre para baixo, índices laboratoriais de alguns marcadores, fato que acontece com a glicose e o colesterol que a cada ano vê seus valores despencando. Indivíduos saudáveis passam a ser tratados como doentes. Se sua pressão arterial era de 140×80 mm Hg em 2010, você era parabenizado por seu médico, hoje, você sairá do consultório com uma receita de remédios.

Outra forma cruel de vender remédios é “fabricar” novas doenças. Remédios liberados para um determinado fim tornam-se de repente indicados para diversas outras situações caso do topiramato, anticonvulsivante utilizado para obesidade, o mesmo ocorrendo com o Victoza, inicialmente liberado para tratar diabéticos e de forma off label ( não autorizada), vêm sento prescrito também para a obesidade.

Particularidades individuais  como timidez, dificuldade de falar em público, preferência pelo isolamento social e vida sexual de ritmo diferente da maioria das pessoas, são rotuladas ás vezes de desvio de comportamento e logicamente há um remédio para isto. Mulher sem interesse sexual por seis meses agora é rotulada como portadora de Disfunção Sexual Feminina, havendo remédio específico. Quando a Indústria Farmacêutica desenvolve um produto capaz de alterar comportamento emocional surgem dezenas de novas doenças. Se for descoberto remédio para a violência esta com certeza será catalogada como doença no próximo guia de doenças DSM-IV da Psiquiatria.

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